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Estes são alguns dentre muito exemplos que posso citar. Eu acho que conhecer qualquer método que possa nos ajudar é válido. Nem que seja para saber que existe aquela opção caso precise recorrer a ela algum dia. O que posso perceber com toda certeza é que a constelação só pode beneficiar qualquer pessoa, nunca prejudicar. É baseada em amor, respeito, gratidão, reconhecimento e no fato de que todos viemos de uma família e somos todos humanos. Por este simples fato não temos o direito de julgar as pessoas, pois não somos Deus. Temos sim o dever de tentar respeitar o próximo com suas escolhas, quer elas nos agradem quer não, apesar de nem sempre sermos capazes disso.

Minha mãe tinha depressão e por mais que tentasse ter uma profissão, nada dava certo. Nunca conheci na vida alguém com tanta garra e determinação para trabalho e mesmo assim, sempre acabava tendo dificuldades. A vida toda tinha sido assim. Eu a levei para conhecer a constelação e ela trabalhou a depressão e a vida financeira separadamente. No decorrer dos meses vi minha mãe começar a comprar roupas novas, bolsas, maquiagem, coisas com as quais não se preocupava tanto antes. Passou a sorrir mais, ficava mais alegre, fazia brincadeiras ao invés de ficar triste pelos cantos. Depois de um ano, naturalmente as coisas mudaram. Aquela tristeza foi desaparecendo aos poucos. Na constelação foi visto que tinha ligação com um irmão que havia morrido criança. Fiquei muito feliz de vê-la olhar para a vida com alegria como nunca tinha visto. Em relação à profissão, por “coincidência”, um cliente do meu pai não tinha como pagar sua dívida e ofereceu como pagamento uma loja de alimentos que ele tinha. Minha mãe ficou brava e disse que era um absurdo aceitar, mas mesmo assim meu pai aceitou. Hoje a loja é da minha mãe, os produtos vendidos lá são de grande diversidade e minha mãe sempre amou alimentos naturais e saudáveis. Ela ampliou a loja que se tornou referência na região e, com isso, minha mãe consegue ter sua independência financeira trabalhando com o que ela sempre gostou: pessoas e alimentos. Como ela conversa com vários clientes e conhece muito sobre os produtos, imagine como ela está feliz com tudo!

A constelação, para mim, foi, antes de tudo, um exercício de amor. Este método me deu a oportunidade de quase que acertar contas com o passado, resolver coisas lá de trás que de alguma maneira travavam a minha capacidade de superação e me impediam de seguir em frente. Me surpreendi como a constelação devolveu a dignidade a algumas personagens da minha família marcadas pela incompreensão e me induziu a ver o mundo, os outros e a mim mesma sob um outro olhar, de menor rigidez, sem raiva, só voltado para o amor, maior do que tudo. Para mim, a constelação revela fatos novos da família que faz a gente se sentir parte de algo maior e confirma que nada acontece por acaso. Tudo tem uma conexão e aceitar isso traz um alivio e uma aceitação que acalmam e nos fazem sentir paz, compaixão. Acho um trabalho belíssimo, especial e generoso a todos, já que o mundo ao redor da gente também e beneficiado.

Há anos eu luto com minha compulsão alimentar, em especial por açúcar. Em meio a várias tentativas diferentes, resolvi constelar minha compulsão. A experiência da constelação foi muito profunda e trouxe um resultado imediato. Dois dias depois consegui parar de comer açúcar completamente, algo que já tentava há anos sem sucesso. Acho que ainda é cedo para cantar vitória, pois fiz a constelação a 15 dias. Mas com certeza já sinto que alguma coisa mudou profundamente, para melhor.

Eu fiz minha primeira constelação há dez anos atrás e como eu consegui resolver a situação que constelei, fiz muitas outras no decorrer dos anos. Aprendi muito com esse trabalho e posso dizer que mudou a minha vida e a vida da minha família em vários sentidos. Eu percebi que no decorrer das gerações muitas coisas mudam no mundo, mas tem uma coisa que permanece igual independentemente do tempo, que são os sentimentos. Estes são sempre os mesmos. Amor, irritação, raiva, alegria, tristeza etc. Cada um tem sua história de vida e os sentimentos nos guiam de uma forma muito forte e por mais que tenhamos a intenção de controlá-los, não podemos. Já conheci várias técnicas de terapia, crescimento pessoal dentre outros, mas nenhuma delas me trouxe resultados como a constelação. Isso porque, por mais que identificasse meus comportamentos que chegavam a me prejudicar, quando eu via estava repetindo o padrão, era mais forte que eu. Por mais que mudasse a forma de agir, no final chegava no mesmo resultado e no mesmo sentimento. Com a constelação, após identificar o que realmente me incomodava, eu trabalhei pontualmente tais questões. O que eu percebi foi que neste trabalho foi possível identificar a origem daqueles sentimentos e situações que me incomodavam. Através da fenomenologia desenvolvida durante a constelação, entendi muito sobre minhas origens, minha família, principalmente amor e respeito aos antepassados, pois a vida, bem mais precioso de qualquer ser humano, veio deles. Por mais que não os tenha conhecido, a ligação emocional existe. Vou citar alguns exemplos de minhas constelações, pois qualquer tentativa de explicação é inútil face à necessidade que temos de encaixar em algo que já conheçamos, mas trata-se de um trabalho novo, por isso acho que a constelação apenas pode ser entendida participando do trabalho.

Fiz constelação do meu filho com 9 anos de idade ,ele não conseguia aprender a ler e escrever,e tbem todas as noites ele acordava e ia para o meu quarto me chamar de 30 noites,pelo menos 28 ele me chamava. A constelação foi muiiiiiito visível de melhora dele em relação a aprender a ler e escrever,nos dias seguintes já deu para perceber ,hoje com 10 anos esta muiito bem na escola e acompanhando bem os demais da classe.Em relação a dormir, nas semanas seguintes foi diminuindo o espaço de dias. Atualmente, são raras as vezes que ele me chama, só se for algum pesadelo.

O trabalho de Constelação Sistêmica realmente rompe vínculos passados que carregamos e desconhecemos. Se pararmos para pensar em nossas vidas e de outras pessoas que conhecemos, costumamos dizer que a vida se repete. É fato. Repetimos os mesmo erros que nossos antepassados, porque carregamos conosco estas experiências de vida, sem saber.

Com a Constelação, temos a oportunidade de entender o porquê dos fatos se repetirem, perdoar aos outros e a nós mesmos e romper definitivamente estes laços, quando prejudiciais a nós.
Para mim, constelando, ou mesmo participando do workshop, aprendi muito sobre meus laços familiares e rompi muitos destes laços indesejáveis. Aprendi também a reverenciar meus ancestrais.
No trabalho, aprendi a respeitar os antepassados, os criadores e mentores e com isso, meus negócios deram uma guinada.
Pessoalmente, relacionamentos difíceis ficaram mais tranquilos e fáceis de lidar.
Realmente vale a pena participar. Quem ainda não fez, não perca a oportunidade de constelar e mudar o que não vai bem na tua vida.

Solange,
É com imenso prazer e muita gratidão que dou este depoimento:
Sei que pode parecer meio fantasioso da minha cabeça para aqueles que não conhecem o maravilhoso trabalho da constelação sistêmica, mas sem dúvida alguma ele me ajudou a organizar meus pensamentos e meus projetos, para recebê-los com muita paz e tranquilidade quando eles chegassem!
E, por incrível que pareça, hoje, depois de 1 ano e 1/2 da minha última constelação, estou aqui dando este depoimento, sentindo uma perfeita harmonia entre minha vida profissional e pessoal. Isso não tem preço!
Eu desacreditava que pudesse me encontrar profissionalmente, realizando algo produtivo e prazeroso. Me afastei do mundo corporativo e me senti absolutamente perdida sobre meu futuro. Atualmente, me encontro realizada prestando consultoria na área que sempre atuei, além de poder dedicar algumas horas a 2 trabalhos voluntários: um, no campo humanitário, dentro de um hospital e, outro, no campo profissional, onde estou aprendendo a mediar conflitos entre pessoas e seus familiares, sócios, amigos, colegas etc.
Desacreditava, mais ainda, que podia estar ao lado de uma pessoa (seja ela quem fosse!): e sobre este ponto, discorrido em minha penúltima constelação, destaco que não me relacionava há mais de 10 anos. E, simplesmente, tudo o que eu achava que pudesse ser ideal num companheiro, eu recebi recentemente!
E, como disse, me encontro absolutamente realizada e cheia de planos para o futuro.
Devo isso aos diversos encontros que tive na constelação, constelando, ou apenas participando. Por mais que o tempo passe, este trabalho continua atuando e você vai refletindo sobre todos os pontos levantados e “ocultados” por anos e anos a fio…
É realmente surpreendente.
Fico feliz de ter encontrado na vida você, Solange, que me trouxe a luz e a paz, através desse trabalho.
Não tenho palavras para agradecer!
Boa sorte a todos.

Meu irmão vivia tento prejuízos financeiros, era impressionante como os clientes não pagavam, os investimentos davam errado etc. Na constelação ele percebeu de onde vinham as perdas na família e onde o sentimento de perda estava ligado. Percebeu também o quanto se achava melhor que os outros e meus pais. As perdas o ensinaram a respeitar mais meus pais e a ser mais respeitoso com o dinheiro e com a família. As perdas pararam, o sócio que não gostava de trabalhar teve que voltar para o interior onde mora a sua família e acabou aparecendo uma oportunidade com dois sócios bem mais capacitados, determinados e inteligentes. O escritório foi crescendo e está indo muito bem. Ele acabou fazendo uma segunda constelação sobre a profissão depois que fez a primeira, pois apesar de não ter mais perdas, também não deslanchava. Ficou muito claro o porquê para ele e hoje o vejo comprando sua própria sala, seu apartamento e fico muito feliz.

Minha vida entrou em turbulência quando senti fortes dores na gengiva e
a partir daí a mobilidade nos dentes. Consultei o dentista e soube que não
tinha reparo e teria que optar pela prótese, fiquei em choque.
Há anos vinha lutando com a minha orientação sexual sem saber e nem entender isso. Fiz terapia mas não tive resultados. Certa vez, resolvi procurar um Centro Espírita para, ao menos, tentar entender e ficar mais tranqüilo a esse respeito. Na consulta, após explicar o motivo pelo qual eu estava lá, tive como resposta do mentor espiritual: “Infelizmente nós não podemos te ajudar”. Confesso que fiquei decepcionado porque, se eles não podiam me ajudar não sabia quem poderia. Então, procurei dar o assunto por “encerrado”. Se passaram mais de dez anos após esse episódio e o que eu mais queria era entender essa questão da minha homossexualidade. Assim que meus pais faleceram percebi que eu estava diferente. Alguma coisa mudou (para pior) em mim mas não sabia o que era. Certa vez um amigo de trabalho me falou que tinha feito constelação e eu nem esperei que ele terminasse de falar o que era. No mesmo instante pedi o telefone e liguei para marcar uma constelação. Na hora senti que a solução do meu problema estava nessa tal de constelação que eu nem imagina o que era. Inexplicavelmente, senti que as respostas que eu tanto procurei, por mais de 40 anos, estavam ali. Como se não bastasse ser homossexual, eu tinha uma compulsão sexual absurda. Pensava em sexo 24 horas por dia, sem um segundo de paz. Isso foi por mais de 4 décadas. Em alguns momentos pensei que ia enlouquecer ou me acabar de vez. Embora os outros não percebessem, a minha vida íntima era um verdadeiro inferno. Após a constelação que fiz para abordar a minha orientação sexual me dei conta que os pensamentos de sexo não mais estavam presentes; que aquela necessidade descontrolada por sexo havia desaparecido. Confesso que pensei que nunca mais teria paz. Hoje, minha qualidade de vida (emocional, psicológica e até a espiritual) melhorou tanto que digo que eu nasci várias vezes, tantas quantas constelações que fiz. Ainda, por conta da minha orientação sexual, sempre tinha comigo a questão da paternidade: será que eu vou passar por essa vida sem ser pai? Um dia, participei de uma constelação e fui convidado para ser o pai que, cuja esposa, havia perdido dois gêmeos. Aqui tive a experiência de saber o que é ser pai sem ser. Foi um grande presente que recebi de Deus. Hoje posso dizer que sei o que é ser pai (mesmo não tendo nenhum filho). A constelação foi a melhor coisa que me aconteceu em toda a minha vida. Lembro-me como se fosse hoje quando a Solange, ao iniciar a constelação, me perguntou o que eu esperava alcançar e eu respondi: “aceito o meu destino, qualquer que seja ele, desde que eu entenda o que está acontecendo”. E eu entendi. Olhando para trás, nem sei como consegui sair inteiro disso tudo. As feridas que me machucavam e me torturavam a alma, por anos a fio e sem trégua, não mais existem e, na verdade, nem me lembro mais delas. Isso é apenas um relato do que me é permitido falar mas, os benefícios são milhares de vezes maiores do que os relatados aqui. Se eu tivesse de agradecer todos os benefícios que eu obtive com as constelações, mesmo que eu agradecesse a cada segundo, todos os dias e por mil vidas, ainda assim, todos os meus agradecimentos não seriam suficientes por tamanhos benefícios. Hoje, entendo o porquê da minha orientação sexual e posso dizer que estou em paz, integrado, em perfeito equilíbrio e com a alma tranquila. Agradeço muitíssimo, não só a essa pessoa maravilhosa que é a Solange mas a todos os que me ajudaram nessa busca. Mesmo não sendo suficientes, meus sinceros e eternos agradecimentos a todos.

Eu tenho muitos resultados para contar, na verdade nunca fiz uma constelação sem perceber o resultado depois de um tempo. Como o resultado vem naturalmente, muitas pessoas não associam. O importante é que naturamente as coisas se resolvem. Às vezes um tema como relacionamento ou profissão tem mais de um ponto a ser trabalhado e trabalhando um, o próximo passo acaba vindo à tona. Ao perceber isso eu já cheguei a trabalhar mais de um ponto em uma mesma área. Um exemplo pessoal que vou dar aqui é sobre relacionamento. Eu estava casada e infeliz. Esta infelicidade não tinha nada a ver com meu marido. Ele era uma pessoa maravilhosa e que eu admirava muito. A infelicidade tinha a ver comigo, mas eu não sabia o motivo. Na constelação eu entendi a ligação emocional com meus avós que foram muito infelizes no casamento. O meu marido tinha a mesma característica e comportamento da minha avó que deixavam meu avô triste e insatisfeito. Escolhi a pessoa certa para ter o mesmo sentimento dos meus avós. Depois que entendi tudo e fiquei bem, percebi que não queria aquele casamento e tudo se resolveu tão bem e com tanto respeito e carinho que eu consegui seguir minha vida sem qualquer peso ou dúvida sobre aquele relacionamento. Tenho apenas gratidão. Ele também acabou fazendo algumas constelações, inclusive de relacionamento. Hoje está muito feliz, casado e com uma filha que ele tanto sonhava.

Outro tema que já trabalhei foi a respeito das interrupções na minha vida. De uma forma ou de outra, as minhas histórias, tanto em relacionamento quanto na profissão, eram interrompidas. De repente, a interrupção chegou também a atingir minha saúde. Em poucos meses tive problemas nos joelhos, quebrei um dedo e acabei descobrindo um tumor no ovário que poderia me fazer perder a fertilidade. Fiz uma constelação sobre as interrupções. A constelação não cura, ela te deixa mais em paz com as situações e te ajuda a entender seu processo. Muitas vezes você muda sua vida porque se desvincula de sentimentos por não precisar mais repeti-los em razão de já ter entendido o papel deles em sua vida. Eu fiz a cirurgia para remover o tumor que estava enorme. Deu tudo certo e a médica conseguiu manter meu sistema reprodutor intacto. Não precisei ter a vida interrompida, tampouco a maternidade. Os joelhos estão melhorando e aos poucos estou voltando a ter vida normal. Como esta constelação foi recente, ainda está em movimento.

Sempre tive medo de sair de casa e nunca havia entendido o porquê. Tinha medo de sair pra fazer as coisas mais simples, como por exemplo, ir à padaria. Sentia uma angústia nos momentos que antecediam a eu ter que sair de casa. Por um motivo que eu não entendia, preferia ficar na segurança da minha casa. Os dois único lugares que eu sentia segurança era em casa e no trabalho. Achava gostoso ficar em casa e assim, deixava de aproveitar melhor a vida. Pensava que eu me comportava assim porque eu era do ‘estilo caseiro’. Sempre tinha a sensação de que algo de ruim poderia acontecer caso eu saísse de casa e sentia a mesma coisa quando tinha que sair do trabalho. Ao contrário de qualquer jovem que queria ter carro eu não queria. Tinha medo de ter um carro. Somente quando meu pai adoeceu foi que senti a necessidade de comprar um para levá-lo para as consultas e para passear já que ele havia sofrido um AVCI. E toda vez que eu tinha que sair com o carro aquela angústia aumentava e me atormentava. Sair de casa era prá mim, estar indo para a forca. Era um verdadeiro parto. Pensava comigo: ‘será que só eu é que sente esse medo? Vejo as pessoas dirigirem tranquilamente; vejo as pessoas, pra dar um espirro, irem de carro; comprei um carro pra passear e viajar e eu não consigo sair de casa’. Os meus amigos até brincavam comigo perguntando qual era o lugar mais longe que eu tinha ido de carro. Falavam que o meu carro ainda tinha gasolina da época do Cruzeiro’. Como explicar e, eu mesmo, entender isso que acontecia comigo? O ato de dirigir era um verdadeiro martírio; sempre com aquela sensação de que algo ia acontecer… Outra coisa que estava atrelado a esse medo era o ato de dar carona a alguém. Sempre que alguém me pedia uma carona eu entrava em desespero íntimo. A minha vontade era negar… mas como negar uma carona? Como explicar que o medo triplicava quando tinha que levar alguém no meu carro. Até o simples ato de levar os meus pais no carro me atormentava. Se tinha uma consulta marcada para o próximo mês eu já entrava em pânico hoje, pois, sabia que tinha que ir de carro. Era um sofrimento eterno. Quem é que consegue viver com medo 24 horas por dia? Definitivamente, isso não é vida. Tinha comigo que havia algo errado mas continuava vivendo. Eu sentia esse medo mas enfrentava; era a solução, pois eu tinha que sair de casa nem que fosse para trabalhar. Somente quando os meus pais morreram é que esse medo tornou-se mais significativo e intenso. Foi quando eu passei a olhar para o meu medo de sair de casa e resolvi constelar esse medo. Foi incrível. Constelei e entendi os motivos do meu medo. Ao término da constelação eu já não sentia medo nenhum. Nada, absolutamente nada! Senti ser a pessoa mais livre do planeta. Eu era outra pessoa. Entrei no carro e pela primeira vez na minha vida não senti aquele medo que me atormentou por toda uma vida. Pergunta se eu fico em casa? Nada. Agora, consigo ir pra qualquer lugar; consigo passear e viajar; tenho o maior prazer em dar carona. Agora, até pra espirrar vou de carro. Novamente, a constelação me ajudou a entender e a resolver mais uma questão que atrapalhava e impedia que eu vivesse com mais tranquilidade e com mais qualidade de vida. Sou eternamente grato à Solange por mais essa dádiva.

Do nada, me dei conta de que eu era muito quieto, fechado e que falava pouco. Desde criança fui assim. Achava que esse era o meu jeito mesmo. Não raro, os meus amigos falavam que eu falava muito pouco e não raro, por causa disso, surgiam as piadinhas e brincadeiras: ‘Pessoal, silêncio! Que ele vai falar!; Pára! Só você quer falar! Fecha a boca um pouco, deixa a gente falar também!” e coisas assim. Sentia uma intensa vontade de falar mas não conseguia. Quando eu estava com alguém no carro, era aquele silêncio sepulcral que me dava vontade de descer e sair correndo, do que ficar naquele silencio eterno. Sentia que devia falar… mas não saía. Então, eu ficava conversando comigo mesmo em pensamento. Se eu conhecia alguém, não conseguia entabular e manter uma conversa. Era o ó! Se eu quisesse manter uma conversa tinha que fazer um esforço descomunal que ao final estava literalmente esgotado. Cinco minutos de conversa me deixavam assim: exaurido. Por várias vezes tentei aprender a falar inglês. Por mais que eu quisesse, não conseguia aprender. Embora eu tivesse o mais importante, que era pensar no outro idioma, na hora de falar era o mesmo que ir para a forca. Conseguia ir bem na leitura e na escrita, entendia o que a outra pessoa falava mas no falar não ia muito além do “How are you?, What’s your name?” Se nem na minha língua pátria eu falava, imagina, em outro idioma. Tinha na cabeça o que era necessário falar mas, na hora, travava tudo. Um dia, um consultor de uma escola de inglês me procurou por indicação de um amigo. Essa escola tinha a proposta do aluno aprender a falar inglês em – se não me engano – dezoito meses. Pensei: bom, não custa tentar novamente. Entrei nessa escola. Pra meu desespero, nessa escola só se falava em inglês, com exceção da recepcionista. Para uma pessoa ‘normal’, era uma excelente proposta e, de fato, era mesmo. Então, eu tinha que estudar em casa para poder marcar aula. Dias depois comecei a sentir uma angústia e um medo desproporcional toda vez que tinha que ir para as aulas. Tinha a exata noção desse medo mas não entendia como alguém tinha medo de ir para uma simples aula de inglês. Como disse, eu ia bem na escrita e na leitura… mas como falar? Tudo era falado em inglês e muitas vezes só ficava eu e o professor na sala… e ele tentando conversar comigo, embora eu entendesse o que ele falava, não conseguia falar com ele. Não raro, perdia a paciência comigo, em inglês mesmo. Essas aulas eram pra mim verdadeiras sessões de torturas. Só por Deus. Não via a hora de terminar aquela aula que, para mim, era um verdadeiro terror. Queria estar em qualquer lugar, menos ali. Ao término da aula, eu estava estropiado e ensopado de suor. O meu alívio durava pouco tempo pois, eu já começava sofrer antes de começar a aula da semana seguinte. Se na aula eu já ficava assim, imagina na prova oral. Na boa: eu não sei como conseguia chegar até a escola. Não demorou muito pra eu começar a ter sonhos e pesadelos com as aulas… e acreditem: eu falava em inglês nesses sonhos. Só nos sonhos. Foi assim pelos 18 meses… e eu não ‘aprendi e nem consegui’ falar em inglês. Lógico que desisti de aprender inglês. Como dou aula, não entendia porque, ao final do dia, eu estava arrebentado mesmo. Por ser professor eu tenho que falar e olha que nesses momentos eu falo muito, mas muito mesmo. Falo porque sou obrigado a falar. Só eu sei o sacrifício que eu faço em sala para falar… até então eu não entendia porque eu ficava assim. Percebia que na sala de aula o meu falar não era algo espontâneo e que eu tinha que fazer um tremendo esforço para falar. Parecia que um medo acompanhava o meu falar, tinha a sensação de que a qualquer momento eu poderia falar uma besteira e ficava me policiando a cada palavra que ia pronunciar. Resolvi constelar esse tema. Mais uma vez obtive excelentes resultados. Não que agora eu esteja falando mais que papagaio mas sinto-me diferente, integrado e com vontade de falar mais. Aquele medo, aquela quietude que eu tinha agora entendi os motivos. Era um jeito de ser que não era a minha natureza. Graças a constelação vou poder ter uma vida social de melhor qualidade, conhecer melhor as pessoas e poder compartilhar melhor meus conhecimentos por meio do falar. Não tenho mais aquela “mordaça” que me impedia de falar. Estou livre para me expressar, sem medo e constrangimentos. Agora entendi o porquê de eu ter de ficar com a boca fechada. Simplesmente, eu não podia falar. A constelação me mostrou isso. Mais uma vez, eternamente grato.

Vou fazer mais outra faculdade, pensei. Já fiz duas graduações e uma especialização. Já tinha o outro curso em mente. Engatei uma atrás da outra e foram dez anos seguidos, estudando e estudando. Não tinha me dado conta, mas sentia uma compulsão enorme por estudar. Não sabia o que era isso. Só sentia que eu devia continuar a estudar. Assim fiz. Os meus amigos me falavam: ‘caramba, já vai fazer outra faculdade? Desse jeito você vai ficar louco!’ E, eu, todo orgulhoso dizia que sim. Tinha comigo que eu gostava de estudar e gostava mesmo… Achava que era ‘normal’ isso. Comprava livros a rodo e os lia também, ou melhor, os devorava. Lia quatro, cinco livros ao mesmo tempo. Chegava a ler, por ano, uns 50 livros. A média de um leitor mediano não chega a 4 por ano. Gabava-me disso e achava que era normal para quem estudava. Não demorou muito e, na faculdade, fui apelidado de “Nerd”. Minha mãe, lógico, tinha maior orgulho de ter um filho doutor, que estava na segunda faculdade. Os professores me viam como um aluno diferenciado. Também pudera, desse jeito, qual aluno não se destacaria. Respirava faculdade 24 horas por dia. Depois que os meus pais morreram, percebi que algo não estava lá muito normal comigo. Alguma coisa estava me atrapalhando mas não sabia bem o que era. Conheci, por meio de um amigo, essa tal de constelação que nunca tinha ouvido falar. Tinha lido algo a respeito, mas não entendi nada. Resolvi fazer e foi, para mim, a minha sorte e a minha salvação. Nasci de novo mesmo. Não sei se teria chegado até aqui se não fosse a constelação. Eu estava um farrapo humano mesmo. Eu me arrastava pela vida. Viver estava sendo um sacrifício. Sempre fui um guerreiro, mas após esses eventos, continuava sendo, mas sendo um guerreiro ferido. Então resolvi constelar um outro tema, e esse, da compulsão por estudar, apareceu lá, em meio a outras coisas. Então, entendi de onde vinha essa compulsão doida por estudar. Pensava que eu era o dono da minha vida, que eu escolhia, decidia, mandava e coisa e tal. Que nada. Engano meu. Após a constelação entendi o que a vida toda e que, em nenhum lugar, havia entendido e conseguido as respostas. Entendi essa ‘loucura’ toda. Agora sim, sou o senhor de mim e da minha vida (eu acho!). Sosseguei o facho, como se diz. A compulsão por estudar simplesmente sumiu. Não que eu não queira continuar a aprender e nem a ler. Não é isso. É que estou mais tranquilo, mais livre pra decidir. Não que o que eu estudei não tenha valido a pena. Foi excelente. Estou colhendo os frutos dessa compulsão toda o que é excelente. De verdade, se eu não tivesse constelado, eu estaria, sem sombra de dúvida, fazendo outra faculdade, ou melhor, terminando e começando mais outra. Não me sinto mais como sendo uma marionete da vida, se é assim que posso me referir. Estou livre, simples assim. Novamente, sou grato pelas benesses que a constelação me proporcionou.

Nem a construção das Pirâmides levou tanto tempo assim. Vinte anos construindo uma casa! Todo mundo sabia que eu estava construindo e todos me perguntavam: ‘ e aí, já terminou a construção? Meu, que tamanho é essa casa? Não havia quem não me perguntasse isso. Fui fazer até curso de pedreiro para me dedicar à construção. Todo o dinheiro, todo o meu tempo era dedicados a essa casa. Todo fim de semana era sagrado: eu estava lá, literalmente, com a mão na massa. Por mais que eu fazia, parecia que não rendia o serviço. Era dinheiro e mais dinheiro, tempo e mais tempo sendo investidos lá. Sentia uma compulsão enorme por construir. Quando eu não estava lá, na construção, um sentimento de culpa me assolava a alma. Como sempre, eu não entendia. Via as outras pessoas construindo, terminando as suas casas e eu lá, construindo ainda. Deixava de me divertir, de viajar, de passear para estar lá. Deixava de comprar as coisas para colocar o dinheiro lá, na construção. Por mais que eu quisesse não conseguia agir diferente disso. Só pensava em material de construção, dia e noite. Me sentia extremamente bem quando estava na casa e extremamente mal quando não estava nela. Claro que os amigos queriam ver a minha casa… Tanto tempo assim, queriam ver o que estava construindo. Todos se espantavam: “meu, se tá louco? Pra que uma casa desse tamanho?”. A bem da verdade, nem eu sabia pra quê. Só sentia que eu devia construir uma casa grande. Eu tinha noção que era um exagero mesmo mas como ser diferente? Sentia que uma força gigantesca me obrigava a isso e eu não conseguia dominar ela. Ela me dominava. Então, os meus pais morreram. Eles não puderam ver a casa terminada. Então fiquei sabendo da constelação e fui lá. Somente aí entendi o porquê de estar construindo uma casa daquele tamanho, por ter dedicado tanto tempo a essa construção. Depois, da constelação, a compulsão por construção sumiu. Só de eu ouvir a palavra me causa ojeriza. Pra falar a verdade, não quero saber de construir nas minhas próximas 500 reencarnações. Consegui terminar a casa. Lógico que faltam algumas coisinhas mas, pensando bem, não tem tanta pressa assim. Estou livre pra dedicar o meu tempo e o dinheiro a outras atividades que não sejam só construir. Graças a essa compulsão que, agora entendo, tenho uma bela casa onde me sinto bem. Grande, é verdade. Era o sonho da minha mãe ter uma casa assim, grande. Agora entendi isso também, porque ela quis ter uma casa desse tamanho e porque dedicamos boa parte das nossas vidas a esse sonho. Hoje sei, que tá tudo certo. O problema é quando age sem entender o porque estamos agindo. Agora, somente ajo se eu entender que assim eu devo proceder. A constelação me permitiu entender e ver isso.

Sempre tive comigo um pensamento: como era levar um tiro? Não entendia bem isso, mas pensava nisso de vez em quando, ou melhor, de vez em sempre. Pensava que era pelo fato de eu ser policial e, por isso, era levado a pensar isso. Confesso que eu achava meio estranho, mas pensava. Não havia como não pensar. Era mais forte do que eu. Hoje tenho a consciência de que há muito tempo eu pensava isso. Como já conhecia a constelação resolvi participar de um workshop. Nesse, uma pessoa resolveu constelar um tema em que ela tinha dificuldade. A pessoa começou a falar e eu senti que algo em mim começou a mudar, ou melhor, a me incomodar. A certa altura, a Solange me perguntou se eu podia ser o avô e se eu podia entrar no campo. Não titubeei e aceitei. Pensei comigo: “caramba, a Solange me colocou nesse lugar (do avô) que não vai acontecer nada. Vai ser aquele tédio”. Pausa: para você que nunca constelou é muito provável que não entenda essa passagem. Não se preocupe, quando você constelar ou participar de um workshop, vai entender). Voltando: mal terminei de pensar e fui acometido por uma dor abdominal que fez me curvar. Literalmente tombei. Caí no chão. Nesse momento tive a nítida sensação que eu havia levado um tiro. Fiquei, embora consciente, “agonizando” no chão. A pessoa que estava constelando me olhava com nítido prazer em me ver daquele jeito e eu lá, no chão, querendo ser socorrido e sem poder. Durante o processo, senti que eu, ou melhor o avô, tinha sido um militar (tal como sou na vida real) e que, provavelmente, tinha sido alvejado por um tiro. Senti, uma imensa vontade de pedir perdão por tudo que eu ( o avô) havia feito quando militar e assim fiz. Aos poucos, “fui” me acalmando e a dor foi passando até não sentir mais nada. Uma grande paz se apossou de mim e senti que o avô pôde ficar em paz também. Quando recebemos uma oportunidade assim num workshop de constelação, dizemos que pegamos uma carona. O que foi constelado pela outra pessoa tinha alguma coisa a ver comigo também. Fiquei satisfeito, ou melhor, resolvido em saber como era ter levado um tiro (mesmo em sã consciência, isso não ser muito coerente). Depois disso, de ter passado pelo workshop, essa curiosidade desapareceu por completo. Senti que uma grande paz apossou de minha alma.

Nunca me dei o devido valor. Sempre achava que as outras pessoas eram mais importantes que eu. Sempre as considerava mais do que a mim mesmo. Pensava comigo que esse era um gesto nobre, um sinal de humildade, de respeito pelas outras pessoas. Sempre me colocava no lugar delas e, já sabendo como elas se sentiriam, eu recuava. Sempre me colocava, por assim dizer, em segundo plano ou quem sabe, em último plano. Até queria me impor, me valorizar mais, ocupar o meu devido lugar. Mas isso era impossível. Não entendia porque no trabalho e tendo um grau hierárquico de chefia, eu também não me impunha, não fazia valer o meu direito e prestígio que eu devia usufruir da função. Não me sentia bem com isso. Os meus subordinados, por várias vezes, me falavam: “o senhor é o chefe; o senhor é quem manda”. Por várias vezes, ou melhor, por anos, eles me cobravam isso. Tinha consciência dessa minha fraqueza mas não conseguia ir além do que isso. Era sim, um submisso dentro da minha hierarquia. E , não raro, eles me falavam: o senhor precisa se impor mais. Pensava comigo mesmo: “eu até quero, mas não consigo”. Achava que ser assim era uma qualidade minha de ser chefe, que estava bom assim. Estava mesmo: bom para mim mas não pra quem dependia da minha autoridade como chefe. Na verdade, eu tinha medo de me impor. Bom, se eu tinha medo de me impor no trabalho e perante as outras pessoas, tinha medo também de me impor perante a vida, de assumir as coisas com afinco e segurança. Sempre ia pela cabeça dos outros. Deixava de acreditar nas minhas intuições, no meu conhecimento para (a)creditar mais nos outros. Ficava sempre em cima do muro. As pessoas até que acreditavam em mim, na minha competência e, no entanto, eu não agia assim comigo mesmo. Ficava em segundo plano. Em outro momento, fui constelar a questão de eu não conseguir falar e lá apareceu essa questão do ficar em segundo plano. Só então, entendi porque eu me tratava assim, porque não me dava o devido valor. Graças à constelação pude entender isso e, mais do que isso, consegui mudar o meu comportamento. Não que agora eu esteja uma pessoa arrogante e tal. Sou a mesma pessoa mas com uma consciência mais apurada da minha situação. Com jeitinho vou me colocando e ocupando o lugar, tanto no trabalho quanto na vida, que é meu de direito e que conquistei com esforço. Com responsabilidade e coerência, estou assumindo a posição que o meu cargo e função exige de mim. Retomei o controle da minha vida. Sou chefe de mim mesmo e nada de ficar em segundo plano achando que os outros são mais que eu. Em certa medida podem até ser mas eu também sou. A constelação me ajudou a ver isso.

Um pato Donald de pelúcia. Não me lembro como veio parar em minha mão. Por várias vezes tive vontade de jogar fora; de me livrar dele. Foi assim, por vários anos. Creio que por mais de 20 anos. Não raro, quando o via, vinha no meu pensamento: “preciso jogar esse Donald fora! Já tá me enchendo o saco, onde eu vou nessa casa ele tá”. Toda vez que o via era assim. Mas nunca consegui jogá-lo fora. O bichinho já tava todo zuado e sujo. Uma hora tava na prateleira, outra estava jogado no chão e cada dia ignorado em algum lugar da minha casa (daqui a pouco volto a ele). Aquele sentimento de culpa me assolava a alma por toda a minha vida. Toda vez que eu tinha que sair de casa sentia essa culpa. Ela se apresentava toda vez que eu tinha que sair para me divertir. Por vezes deixei de me divertir para não sentir essa culpa. Era algo assim descomunal. Achava estranho sentir isso. Mas nunca conseguia evitar. Era uma sensação horrível de sentir. Na verdade, não conseguia aproveitar o que fosse porque essa culpa me acompanhava onde que quer eu fosse. Só não a sentia quando ficava em casa. Comecei a prestar mais atenção e percebi que ela se apresentava pontualmente quando eu tinha que sair para me divertir. Pensava: “será que é só eu que sinto isso? Deve ser! Nunca ouvi ninguém falando nada parecido”. Isso se apresentou mais forte quando os meus pais faleceram. Quantas coisas vieram á superfície depois da morte deles! Sou grato por isso. Então fiquei sabendo da constelação e fui constelar esse sentimento de culpa. Até então, pensava que eu era filho único. A minha mãe teve um aborto espontâneo mas nunca dei importância para isso e creio que nem ela. Somente na constelação é que eu vi a importância desse fato e o quanto ele estava interferindo na minha vida. Eu não era filho único e tinha tido uma irmã. Foi, então, que entendi porque eu sentia culpa. Eu me sentia culpado por eu estar vivo e ela não. Eu me sentia culpado por eu estar me divertindo e ela não. Tinha comigo que era injusto mas eu não tinha essa consciência. Simplesmente eu não sabia. Apenas sentia. Só com a constelação é que eu pude ver isso. Ao final, a Solange me perguntou se eu não tinha em casa algo que pudesse representar e homenagear a minha irmã. Na hora me veio a imagem do Donald. Eu respondi: “tenho sim e está em casa”. Nesse momento senti uma alegria, uma felicidade e uma paz que eu nunca havia sentido na vida. Então entendi: o Donald não era meu, era dela. Entendi porque eu não consegui me desfazer dele. Chegando em casa, peguei e lavei o Donald e coloquei na estante de casa, num lugar que eu pudesse vê-lo toda vez que eu chegasse em casa. Certa vez, tive a intuição: “quer saber? Você vai ficar comigo no carro. Para onde eu for (me divertir), você vai junto. Já tem três anos que ele está no carro comigo. Nem preciso falar a gozação que é quando alguém entra no carro e vê o Donald lá. Como vou explicar que eu fui na constelação e que ele está ali para homenagear a minha irmã? Não raro, os amigos me perguntam:” ué, você tem irmã? Você não é filho único? Bem, sou; tenho… como explicar isso? Então digo: “é uma longa estória e se eu contar você não vai acreditar. Outra hora, com mais calma, eu te explico”. Também não preciso dizer que não sinto mais aquela culpa que me consumia a alma. Agora passeio, viajo, me divirto e não sinto mais nada. Consigo aproveitar cada minuto de diversão. Até então, me divertia, mas não aproveitava nada porque o sentimento de culpa me consumia. Graças, novamente, à constelação, voltei a ter alegria e guardar na alma as boas recordações e os bons momentos desfrutados nas viagens. Creio que o Donald também.